“ENVELHECER COM DIGNIDADE”

Fazendo minha ronda matinal aos blogs amigos, li este texto maravilhoso
da querida Conceição Duarte que gostaria de compartilhar com todos!
O nome do blog é Conceição Duarte e eu recomendo ok?
 
O nome do texto é:
 
Envelhecer com dignidade
e participação na vida

Conceição Duarte
Li matéria
 de um antropólogo aqui de São Paulo, Carlos Ferrigno, que costuma usar o termo “feminização” da velhice para dizer que a mulher está cada vez mais animada a viver dentro e inserida na sociedade. Ele observa ao lado de outros estudiosos que desde os anos 60 houve grande mudança em muitas coisas na vida, mas no comportamento da mulher, é algo significativo para a história do mundo.

Tanto no  âmbito político quanto social, ela vem num crescendo respeitável. É sabido que quando atingimos certa idade, nos sentimos um tanto quanto fora da vida, e isso quer dizer tristeza, pois, no sexo, com a família e na profissão, estamos com a idade avançada, e portanto, “fora do jogo”. Cada um já cumpriu seu papel, os filhos estão “na sua”, – a profissão já nos deu a aposentadoria, e como idosos, estamos todos nós acomodados dentro de nossas casas, na vidinha mais calma. No entanto, de um tempo para cá, isso tudo mudou e muito.

Quando
uma mulher se aposenta, ela ainda tem muita lenha para queimar. A aposentadoria às vezes amedronta aquela que por tanto tempo serviu uma empresa, e o futuro parece cruel, pois, estaremos dentro em breve fora do dia a dia da vida, aquele que nos faz levantar animadas com motivação por ter um objetivo, ter o que fazer e o que resolver, pois, você presta para algo ainda na vida, e isso reverte em saúde, dinheiro e realização.

A idade nova, assim quanto a mais velha, trás insegurança. Na primeira fase não sabemos bem quem somos, e na segunda, sabemos muito bem, tão bem, que ninguém nos quer por perto, pois percebemos tudo à distância. No sexo, ainda jovens, não sabemos absolutamente nada, só temos hormônios e o tempo inteiro, “pensamos” naquilo. Essa fase é linda, temos corpo, preparo físico e nos falta mesmo a experiência.

Mais tarde temos a experiência e nos falta o bendito preparo físico além de nos olharmos no espelho e vermos que nossa pele perdeu a vida, a firmeza, o viço! Somos todas/os mais flácidas/os e novamente pinta na nossa cabeça, a bendita insegurança como se a beleza fosse apenas fundamental e ponto. E será que não é?

Em todos os núcleos do nosso país, a mulher idosa é maioria. A mulher se sente sozinha, porque o homem quando atinge a mesma fase, ele se fecha nos seus costumes, fica na frente de uma TV, lê seus livros, mas não quer muito mais do que seu cantinho e evita amolações, há nele a falta de motivação.

A mulher está sempre em busca de algo para fazer que fuja das suas atividades domésticas, o homem, não é definitivamente aberto para outras funções. Ela sai para um curso de artesanato, topa dançar entre mulheres e se diverte com tudo e com todos. Os estudos mostram também que os homens sempre tiveram encontros fora de casa, em praças, jogando baralho, bate papo com amigos, tomando um café na padaria na mesma hora diariamente, almoço, vinho e charuto, e por aí vai.

A psicóloga de uma grande e respeitável faculdade de São Paulo, Dorli Kamkhagi, afirma que isto não quer dizer que envelhecer para o homem, seja tarefa fácil, e diz ainda: “Está cada vez mais difícil para eles administrarem esse momento. Enfrentar a família é bastante delicado, afinal, o universo deles é diferente e os medos começam a aparecer, medos que antes não existiam.”

Voltamos ao medo do corpo, para o homem, vem a impotência sexual, para ele isso é importante e com o tempo, não é possível ser o mesmo de quando se era moço. As referências, são ligeiramente perdidas, pois tudo mudou no bairro, alguns costumes e isso também incomoda muito. Enfim, com a aposentadoria, tanto o homem quanto a mulher se sentem mal porque nessa nova condição perdem status, motivações, movimento e muito mais. Sem contar que dentro de casa, no exemplo do homem, muitas vezes os próprios familiares, como filhos, ignoram e excluem o “cara” como se ele não tivesse mais função na vida.

O que importa, é que tanto o homem quanto a mulher, precisam pensar na vida, depois da aposentadoria e criar para eles, uma atividade seja ela particular, voluntária, ou ainda totalmente laboral, que ele arranje algo para fazer que o distraia, e faça com que sua vida seja alegre e feliz. Tanto o homem quanto a mulher, precisam ocupar suas vidas antes da aposentadoria, para passarem por essa fase de maneira nobre, e digna como eles merecem.

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